Prevenção e eliminação de algas nas piscinas

Piscina com algas

Se ainda não teve este problema, o mais certo é que o venha a ter. Mais cedo ou mais tarde, por muito cuidado que uma pessoa tenha com a sua piscina, acaba por ter problemas com algas: uma praga que, apesar de não ser directamente nociva para o Homem, cria condições para o desenvolvimento de várias outras bactérias – essas sim, perigosas. Além disso, têm inevitáveis consequências estéticas, que retiram toda a beleza da piscina, transformando-a em algo pouco convidativo a um mergulho.

Inicialmente com um formato microscópico, reproduzem-se de uma forma assustadoramente rápida, e não existe qualquer forma de prevenir que se instalem na sua piscina: são transportadas pelo vento, pela chuva ou mesmo no vestuário usado pelos banhistas. O objectivo é portanto evitar que se desenvolvam, eliminando-as logo no início e prevenindo a sua instalação. As algas necessitam de condições específicas para crescerem, que passam pela temperatura da água, por um nível de pH excessivamente alto e baixo nível de cloro (ou de outro agente equivalente). Como tal, a melhor forma de as prevenir é fazer correcta e frequentemente o tratamento de água, mantendo os seus diversos componentes dentro dos níveis ideais; a limpeza regular da própria piscina, aspirando e escovando regularmente, é também uma óptima forma de prevenção.

Com tantas variáveis que criam condições para o desenvolvimento de algas, é natural que algo acabe por falhar e que estas surjam mesmo. O primeiro passo será portanto a sua identificação: assumem normalmente manchas nas paredes da piscina, ao início pequenas, mas que se podem espalhar por grandes áreas da noite para o dia: quando surgem os primeiros sinais, não significa que está a começar a ter um problema com algas. Significa antes que já o tem, pois existirão já bastantes outros focos, apenas não estão ainda visíveis.

No total existem mais de 20 mil tipos diferentes de algas. No que diz respeito às piscinas, elas são geralmente agrupadas pela cor que assumem, e assim sendo existem quatro tipos principais:

  • Algas verdes: é o tipo mais comum, que assume uma cor esverdeada, semelhante a musgo; identifica-se facilmente na linha de água, nas escadas e em cantos. Pode ser escovada ou aspirada sem dificuldade, mas essa solução é apenas provisória, sendo necessário tratamento adicional. É também o tipo que se espalha mais depressa: pode cobrir a água em 24 horas!
  • Algas amarelas: assumindo uma cor amarela escura ou mesmo acastanhada, este tipo de algas não é tão rápida a desenvolver-se como a verde, mas é mais difícil de eliminar, sendo bastante resistente à escovagem; a probabilidade de ocorrerem recaídas é bastante alta. Desenvolve-se sobretudo nas paredes mais sombrias da piscina.
  • Algas pretas: sem pretender assustá-lo, serão o seu pior pesadelo. Com uma cor que na verdade é algo azulada, aparece inicialmente como pequenas pintas, por vezes nas zonas mais profundas da piscina. Com uma camada de protecção extremamente resistente, o seu principal trunfo são as profundas raízes que se infiltram no revestimento da piscina: se não forem totalmente removidas, passado pouco tempo a pequena mancha estará lá de novo. A sua proliferação é gradual: ao início é lenta, mas depois espalha-se rapidamente, podendo, em casos mais extremos, cobrir na totalidade o revestimento da sua piscina.
  • Algas rosa: apesar de serem conhecidas como tal, na verdade não se tratam de algas, mas antes de um fungo. Assume uma consistência espumosa na linha de água, e é facilmente removível e eliminável.

Conhecendo aquilo que ocupou a sua piscina, que pode então fazer?

O primeiro passo será inevitavelmente limpar a piscina. A sujidade (folhas de árvores incluídas) vai absorver o cloro, tornando inúteis quaisquer outros procedimentos que adopte. Aspire a piscina, escove bem as suas paredes (em especial as áreas visivelmente afectadas) e esvazie o cesto do skimmer. Esta será também uma boa altura para limpar o filtro.

Em seguida, ajuste o pH da piscina: se tem um problema com algas, o mais provável é que não esteja dentro dos valores recomendados (entre 7.4 e 7.6). Uma vez regulado, avance para a sanificação da água, recorrendo preferencialmente um tratamento de choque (existem produtos específicos para esse efeito). Deixe a água circular permanentemente durante 2 a 3 dias, fazendo com que o tratamento actue na máxima força. Durante esse período, escove a piscina uma ou duas vezes em cada dia, e não se esqueça de ir verificando os níveis do pH e do cloro: o ideal será mantê-lo sempre acima das 6 ppm, reforçando-o quando necessário. Confira também o estado do filtro e, se necessário, limpe-o: a eliminação das algas poderá sujá-lo rapidamente.

Quando o cloro tiver baixado para níveis a rondar as 3 ppm, pode voltar à manutenção habitual, tendo o cuidado de escovar diariamente (no mínimo) durante uma semana após o tratamento. Mesmo não vendo sinais delas, as algas ainda estarão lá e irão surgir novamente – mas só se você deixar!

Em alternativa, pode também usar um algicida, um procedimento mais agressivo mas eficaz. Por outro lado, não pense que basta aplicá-lo e esperar que todas as algas desapareçam por si: o ideal será usá-lo em conjunção com o procedimento descrito anteriormente.

Existem vários tipos diferentes de algicidas, alguns também com efeito preventivo, como são os casos daqueles baseados em cobre ou em prata.

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