Como identificar e localizar fugas na piscina

Piscina interior

Um dos problemas mais graves que poderá ocorrer numa piscina é ter uma fuga (ou várias). Os danos estruturais são dos mais sensíveis, já que poderão pôr em causa não só a integridade da piscina e dos seus equipamentos, mas também danificar seriamente a área circundante.

Algumas das fugas mais frequentes – e também das mais fáceis de reparar – ocorrem na canalização e componentes visíveis, como por exemplo na bomba ou no filtro. No entanto, o pior acontece quando existe uma fuga em locais que não são imediatamente visíveis, e a infiltração de água é direccionada para debaixo do solo. Existem alguns sinais visíveis que o poderão ajudar na confirmação da existência de uma fuga, caso suspeite que ela existe:

  • O mais óbvio será a existência de rachas no interior da piscina. Ainda que nem todas impliquem necessariamente uma fuga, será um forte indicador da sua existência;
  • Azulejos soltos podem também indiciar uma infiltração: podem ter saído completamente ou estar apenas com uma folga;
  • Fracturas, rachas ou levantamentos do deck, de outros componentes ou áreas circundantes à piscina podem significar infiltrações para o solo;
  • Raízes de árvores podem levantar a canalização, o deck ou a própria piscina, causando danos e fugas.

Por outro lado, os indícios nem sempre são visíveis ou perceptíveis a olho nu, e é necessário uma atenção redobrada para confirmar não só a existência da fuga, mas também, a sua localização. Existem alguns testes simples que não exigem muito esforço e que lhe permitem saber se tem ou não ,de facto, uma fuga no interior da piscina.

  • Teste da Evaporação: este teste permitir-lhe-á não tanto localizar a fuga, mas antes confirmar a sua existência – um primeiro passo que, afinal, é tão importante como qualquer outro. Comece por desligar a bomba de forma a suspender a circulação de água. Encha então um balde com água da piscina e coloque-o junto a esta (por exemplo no deck). Marque o nível da água no balde e o da água da piscina. Ao fim de alguns dias, verifique de novo ambos os níveis: por efeito da evaporação natural, a diferença entre o registo inicial e actual deve ser igual quer no balde, quer na piscina, o que significa que não haverá qualquer fuga. Se a diferença entre os registos for significativamente superior na piscina, nesse caso está confirmada a existência de fuga: o passo seguinte é localizá-la.
  • Teste da Tinta: basicamente, o teste implica a aplicação de tinta colorida em locais onde suspeite que existe a fuga – se a tinta desaparece, está encontrada. Baseia-se na análise visual, pelo que irá precisar de vestir o fato de banho e dar um mergulho (o que, à partida, não deverá constituir grande transtorno, não é verdade?).
    Irá necessitar de uma tinta que não seja nociva, como por exemplo corante alimentar. Parta então para a piscina, com a circulação interrompida, e limpe bem a sua superfície (é comum pequenas rachas estarem dissimuladas sob a sujidade). Comece a procura de indícios pela linha de água, dando especial atenção a azulejos soltos ou saídos (como foi referido anteriormente). Quando suspeitar de uma localização, esguiche um pouco de tinta para essa área: se de facto existir uma fuga, a tinta será sugada, em vez de se manter estática na água. Quanto mais depressa ela for sugada, maior será a fuga.
    Locais que implicam furos ou cortes na estrutura da piscina – como o skimmer, ralo principal de escoamento, escadas, corrimões, etc. – deverão merecer uma especial atenção. Se a tinta é sugada pelo skimmer, pelo ralo principal ou pelos de retorno, é sinal que a fuga estará na canalização.
  • Teste de Escoamento: Uma alternativa ao teste anterior é a de simplesmente deixar escoar a água. É uma opção de recurso, necessária por exemplo se a ideia de andar a inspeccionar o fundo da piscina não o atrair.
    Como nos casos anteriores, comece por parar o circuito e marque o nível da água. Repita este procedimento todos os dias, registando sempre as diferenças. O que acontecerá é que, a dado ponto, o nível da água será inferior ao da fuga: saberá quando isso acontece quando a redução do nível da água sofre uma alteração significativa. Saberá portanto que a fuga estará algures nesse nível, e poderá então recorrer com maior probabilidade de (rápido) sucesso à observação ou mesmo ao teste da tinta (necessitando para isso de repor ligeiramente alguma água para subir o nível). 

Com estes testes deverá, no mínimo, confirmar a existência da fuga. Caso não tenha conseguido localizá-la, a solução será recorrer a ajuda profissional. Os técnicos de reparação e assistência têm material avançado que permite identificar não só a localização mas também a gravidade da fuga, assim como repará-la.

Eventualmente, e dependendo da gravidade da fuga, é provável que tenha que recorrer a profissionais para a reparar. Mas se identificar desde logo a localização, poderá poupar horas de trabalho, o que se traduz obviamente em poupança financeira. Motivo mais que suficiente para se dar a este “trabalho”!

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