O Cloro e as Piscinas: o que deve saber

Piscina com cadeiras

Ter uma piscina é, nalguns aspectos, semelhante a ter um carro: de pouco lhe servirá ter um topo de gama se não fizer uma manutenção cuidada. Por entre os muitos cuidados que deve ter com a sua piscina, aquele a que deve dar uma atenção especial é o cloro.

É este químico que mantém a água saudável, ao eliminar bactérias e outros microorganismos que potenciam doenças ainda vulgares neste meio, como por exemplo micose, pé de atleta e mais frequentemente, inflamações variadas nos olhos, nariz e ouvidos.

Pelas propriedades que tem, o cloro elimina estas ameaças de uma forma extremamente eficaz e sem constituir qualquer perigo para a saúde, desde que, obviamente, usado correctamente e nas proporções adequadas.

Por isso mesmo, deverá ter sempre presente qual o volume da sua piscina, pois será a partir desse valor que irá calcular as doses necessárias. Uma particularidade que o cloro tem é que se torna inactivo quando entra em contacto com as substâncias que elimina: por outras palavras, “funciona apenas uma vez”. Por esse motivo, ele desaparece com o tempo, e assim sendo esta é uma operação que terá que realizar com regularidade. Como tal, recomendamos que adquira um aparelho medidor dos níveis de cloro, que encontrará em qualquer estabelecimento de acessórios para piscinas, para se certificar que está sempre dentro dos valores desejáveis.

O cloro encontra-se à venda não só em lojas especializadas em produtos e manutenção de piscinas, mas também nalguns outros estabelecimentos de acessórios desportivos e de diversão. As opções disponíveis são pastilhas (ou tabletes) e pó granulado, ambos igualmente eficazes, mas talvez mais prático de utilizar no primeiro caso.

Se for essa a sua opção, não deverá colocar a pastilha dentro da piscina e esperar que ela se dissolva. Não é que isso não aconteça, mas se o fizer, a distribuição do cloro vai processar-se de um modo incorrecto, acabando por se concentrar na água que rodeia a pastilha, não se espalhando à totalidade da piscina. Adicionalmente, essa água com elevada concentração de cloro poderá vir a danificar os filtros, podendo ainda desbotar a cor do local da piscina com que esteve em contacto (ou caso se trate de uma piscina em vinil ou lona, pode mesmo vir a fragilizar o material).

Assim, a melhor forma de as aplicar é através de um recipiente flutuante de distribuição – algumas marcas até já o fornecem – que irá dosear correctamente a libertação de cloro e de uma forma homogénea por toda a piscina.

Se optar por cloro na forma granulada, deverá tomar o mesmo cuidado: nunca atirar a dose inteira de uma só vez, mas antes distribui-la um pouco por toda a piscina. O ideal será mesmo dissolver o granulado num balde com água da própria piscina, bem ao jeito das técnicas culinárias, despejando-a depois de forma o mais distribuída que conseguir.

A melhor altura para fazer este tratamento é à noite, ou em alternativa, ao fim do dia, quando já não for novamente utilizada. O cloro perde eficácia com temperaturas altas, e como tal, será mais indicado deixá-lo actuar ao longo da noite, para que a piscina esteja já devidamente tratada na manhã seguinte. Desta forma assegura também que se cumpre um certo período de repouso.

Cumprida esta tarefa, resta-lhe apenas controlar frequentemente os níveis de cloro e repeti-la quando necessário. Não lhe exigirá muito trabalho, e estará a garantir a qualidade da água, protegendo a sua saúde e a de todos os que utilizam a piscina.

Num minuto:

  • Utilize com frequência um medidor do nível de cloro
  • Aplique o cloro à noite
  • Use a quantidade de cloro indicada para o volume da sua piscina
  • Se usa pastilhas ou tabletes, utilize um distribuidor flutuante
  • Se usa granulado, misture-o num balde com água da própria piscina
  • Bons mergulhos!
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